Foi numa semana de Lua nova que a professora olhou para a classe e pediu uma redação sobre como seria o mundo se a Lua não existisse. Os trabalhos ficaram muito bons, mas o do Lindonaldo, de 11 anos, superou qualquer expectativa:
Sem a Lua não haveria mais lobisomens. Os vampiros iriam dominar sozinhos as florestas e as histórias de terror. A quantidade de gente mordida por esses monstros aumentaria muito e espalharia a AIDS até para quem transa de camisinha. O Ministério da Saúde iria fazer uma campanha de vacinação contra hepatite do tipo vampiresca e o dos Transportes espalharia cartazes para os vampiros: “Se for dirigir, não morda os bêbados”.
O homem não precisaria mais pisar em lua nenhuma, por isso, podia parar de apostar corridas espaciais e Houston não teria mais problema nenhum.
São Jorge ficaria sem casa e o seu dragão teria que ir para um parque de diversões nos Estados Unidos. O santo poderia fazer apresentações no parque do Beto Carreiro ou pedir emprego para o papa para ser garoto propaganda da Igreja.
E o melhor de tudo: sem a Lua ninguém mais teria que fazer redações sobre ela.


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